Mostrando postagens com marcador literatura estadunidense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura estadunidense. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de abril de 2026

Sobre cicatriz e força: Mulheres que correm com os lobos (Clarissa Pinkola Estés)

Colagem de mulher vitoriana segurando um machado
Mulheres que correm com os lobos talvez seja o maior e mais incisivo tratado de sobrevivência (feminina) já publicado sob o rótulo da autoajuda. Escrito pela psicóloga e psicanalista Clarissa Pinkola Estés e publicado no ano de1989, a obra apresenta um panorama libertador da força feminina, transitando da dor ao renascimento com uma precisão que é, ao mesmo tempo, poética e biológica.

Esses escritos nascem de uma urgência: falar sobre a força indomável que nos habita. Em sua maioria, as mulheres nascem, crescem e morrem em redutos turbulentos, onde a alma e sua psique ferida, submetida a repressões estruturais, despedeça-se pouco a pouco. Para romper, como tantas outras escritoras já fizeram, Clarissa publica este chamado selvagem — ou melhor: o eco do nosso próprio chamado selvagem adormecido. O que o sistema nos deixa, afinal é a pó e montanhas de culpa por desejarmos, imensamente, a liberdade.

Meu corpo não é separado da terra, meus pés foram feitos para firmar minha posição, meu corpo tem a forma de um recipiente, feito para conter muito.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Henry Miller e o Mundo do Sexo

telefone com frase
Foto de Wolfgang Rottmann - Unsplash
Suave é a tarde solitária e também a noite dos amantes.

Publicado originalmente em 1940 por Henry Miller, livro O Mundo do Sexo não é o kama sutra e muito longe disso. Não é uma ode ao sexo e ou à sexualidade, à libertinagem ou à saudosa boêmia dos escritores e artistas.

Para Henry Miller, o mundo é um território vasto, sujo e profundamente solitário. Miller, o eterno outsider boêmio e entusiasta da cultura anti-ocidentalismo, utiliza o sexo como uma lente para observar algo muito mais complexo: nós. Ou melhor: Eu. Quer dizer, melhor deixar assim, sobre nós, seres humanos de coração pulsante.

A verdadeira vida começa quando estamos sozinhos, frente à frente com esse grande desconhecido que somos nós mesmos.