Quando o clássico se torna inalcançável, alternativas emergem para permitir que uma parcela menos abastada da sociedade tenha acesso a conteúdos similares — como as queridas réplicas. É nessa mescla de originalidade e mediocridade que o Kitsch surge, não propriamente como um movimento, mas como um apelo estético.
O filósofo francês da estética Kitsch Abraham Moles (1920-1992) nos apresenta a etimologia, o cerne desse estilo glorioso. Kitsch é derivado de kitschen, palavra alemã utilizada na região sul do país para designar a produção de móveis novos a partir de móveis velhos. Outra mescla etimológica, com um tom mais pejorativo, designa trapacear, vender algo diferente do que havia sido acordado. A partir desta definição, é entendível a ideia de arte em sua forma mais vulgar possível. Uma secreção.





