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segunda-feira, 23 de março de 2026

Kafka na construção da Muralha da China

Neste relato fictício do escritor tcheco Franz Kafka, a memória se funde à arquitetura para narrar a construção de uma das sete maravilhas do mundo, a Muralha da China. Dois mil anos de construção, mais de 20 mil quilômetros e mais de um milhão de trabalhadores envolvidos, tanto na construção de pedras sobre pedras como em desenho projetado ainda nos anos 221 a.C

Como um narrador que viveu de perto, ele descreve os esforços monumentais para edificar a barreira que protegeria o império. O autor resgata a visão de uma criança e suas lembranças das projeções que antecederam a construção da Muralha da China.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Lições de "Cidadela" - Antoine de Saint-Exupéry

 Cidadela é, para mim, um dos livros mais sensíveis de Antoine de Saint-Exupéry, escritor francês mundialmente famoso pelo O Pequeno Príncipe.

São mais de seiscentas páginas de um ensaio narrado em primeira pessoa: reflexivo, filosófico, poético - mesmo em estrutura de prosa. A literatura saint-exupéryana - termo que sequer pesquisei se existe na Teoria Literária - é composta de sensibilidade.

sexta-feira, 7 de março de 2025

Memória e resistência: Ainda estou aqui (Marcelo Rubens Paiva)

ainda-estou-aqui-pertinências-literárias-blog

Mais do que um livro sobre saudades, Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva, é uma história sobre memória. 

A memória não é a capacidade de organizar e classificar recordações em arquivos. Não existem arquivos. A acumulação do passado sobre o passado prossegue até o nosso fim, memória sobre memória, através de memórias que se misturam, deturpadas, bloqueadas, recorrentes ou escondidas, ou reprimidas, ou blindadas por um instinto de sobrevivência. (p.25) 

O autor revisita o passado com um olhar especial para sua mãe, Eunice Paiva, retratada como uma mulher forte, vaidosa e destemida, especialmente após o desaparecimento e assassinato de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, vítima da ditadura militar no Brasil.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

A angústia prisional de Victor Serge

Foto de Vanessa Werder en Unsplash

Victor Serge nasceu em 30 de dezembro de 1890, em Bruxelas, capital da Bélgica. De origem russo-polaca, era filho de um militante do grupo clandestino russo Zemlya i Volya (Terra e Liberdade).

Com o sangue de revolucionário correndo em suas veias, Serge seguiu os passos do pai e começou sua luta operária aos 15 anos, engajando-se em movimentos anarquistas pela capital belga. Em defesa da classe trabalhadora, exerceu a profissão de jornalista por muitos anos, incluindo durante seu exílio na América Latina.