segunda-feira, 30 de março de 2026

Henry Miller e o Mundo do Sexo

telefone com frase
Foto de Wolfgang Rottmann - Unsplash
Suave é a tarde solitária e também a noite dos amantes.

Publicado originalmente em 1940 por Henry Miller, livro O Mundo do Sexo não é o kama sutra e muito longe disso. Não é uma ode ao sexo e ou à sexualidade, à libertinagem ou à saudosa boêmia dos escritores e artistas.

Para Henry Miller, o mundo é um território vasto, sujo e profundamente solitário. Miller, o eterno outsider boêmio e entusiasta da cultura anti-ocidentalismo, utiliza o sexo como uma lente para observar algo muito mais complexo: nós. Ou melhor: Eu. Quer dizer, melhor deixar assim, sobre nós, seres humanos de coração pulsante.

A verdadeira vida começa quando estamos sozinhos, frente à frente com esse grande desconhecido que somos nós mesmos.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Kafka na construção da Muralha da China

Neste relato fictício do escritor tcheco Franz Kafka, a memória se funde à arquitetura para narrar a construção de uma das sete maravilhas do mundo, a Muralha da China. Dois mil anos de construção, mais de 20 mil quilômetros e mais de um milhão de trabalhadores envolvidos, tanto na construção de pedras sobre pedras como em desenho projetado ainda nos anos 221 a.C

Como um narrador que viveu de perto, ele descreve os esforços monumentais para edificar a barreira que protegeria o império. O autor resgata a visão de uma criança e suas lembranças das projeções que antecederam a construção da Muralha da China.

sábado, 14 de março de 2026

Mayakovsky: os versos mais revolucionários do mundo

Respeitáveis camaradas, esta leitura é grandiosa e indispensável para todos que sentem o desejo da revolução pulsar nas veias. Se a revolução tem um poeta, esse poeta é Vladmir Mayakovsky. Se a palavra tem força, ela vem dos versos de Mayakovsky.

Calcula, reflete, mira bem e avança!

Nascido em 7 de março de 1893 em Baghdati, capital da Geórgia - Império Russo, na época -, Mayakovsky era declaradamente comunista e seus versos não negam a causa. Filho de camponeses, a senhora Aleksandra Aleksieievna e de Vladimir Konstantinovitch, após a morte do pai, a família sobreviveu, correndo contra a corrente da miséria em Moscou.