Mostrando postagens com marcador Albert Camus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Albert Camus. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de junho de 2026

A Queda (Albert Camus): o solitário e perverso exercício de falar de nós mesmos

Peeter Mudist (1980)

Quantas vezes nos vimos frente à frente com grandes contadores de históriasDaquelas que ouvimos em um bar, sob o efeito de álcool e os sintomas da socialização descontraídaNo início, passamos a duvidar dos causos contados por estes grandes pescadores da contemporaneidade, os humanos demasiadamente faladores.

E então, aquela história que ouvimos, sob a perspectiva de seu próprio locutor, segue sendo uma verdade incontestável, pois não há provas de mentira. Eis que ocorre a nossa percepção de pessoas e fatos a partir de uma verdade desconfiadaSó nos resta acreditar sem ousar dizer: “cale-se, chega de mentir!”.

É num cenário como este que surge Jean-Baptiste Clamence, um advogado já cansado da labuta justiceira e dono de um ego altamente inflamadoA narrativa A Queda (1956), escrita por Albert Camus, é o palco perfeito para este locutor atirar inúmeros episódios de sua vida ao leitor.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Existência e revolta: O homem revoltado (Camus)

Um rosto mais do que humano, triste como o universo, belo como o suicídio.
| collage: delírio recortado

O que é um revoltado? Um homem que diz não.

Falar sobre revolta é abordar a própria essência da existência humana. Desde o nascimento até a morte, vivemos em uma constante batalha de ideias, onde a mente se confronta com discursos que aceitamos ou rejeitamos, moldando nossa forma de conviver em sociedade.

Em o Homem Revoltado, Albert Camus não oferece respostas simples à vida. Ele convida à reflexão sobre a complexidade da existência, onde a revolta não é apenas um ato de oposição, mas uma declaração de que a vida, apesar de tudo, deveria ser vivida com consciência e resistência.