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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Nem tudo é sobre humor: charges, cartuns e tirinhas

Nem tudo é sobre fazer rir. Charges, cartuns, tirinhas ou, simplesmente, histórias em quadrinhos, são comumente associadas ao universo infantil ou geek. No entanto, se folhearmos os jornais - como na moda antiga - ou abrirmos a rede social mais próxima para observar que estes gêneros vão muito além do universo Marvel ou Disney.

Gabriel Dantas | @bifedeunicornio

Charges, cartuns e tirinhas nos fazem rir mas também refletir, seja para falar de política, celebridades e até mesmo comportamento social.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Desertores da estética | PIXAÇÃO: A arte em cima do muro

Contra o muro podem
Islington, Londres 

encostar-se indivíduos 
em ato de fuzilamento.
Também se pode em um muro
dizer, em cartazes ou letras 
pintadas, palavras como “Paz”, “Merda” ou “Viva a Democracia". 
Mas há o outro lado:
O lado de um muro onde moram as pessoas 
que amam, trabalham e sofrem 
– por sobre o qual (lado) 
se acredita a linha estendida 
de um presente mar-horizonte 
na distancia interior 
dos sonhos e das criações.
Silveira de Souza / Hassis

ARTE. Como uma palavra tão curta pode carregar tantos significados e preconceitos, não é mesmo? Quando pensamos na arte marginalizada da pixação e a comparamos com o graffiti, fica claro como manifestações artísticas similares geram percepções opostas. A pixação, com seu caráter rebelde, confronta diretamente o graffiti, muitas vezes confundido com ela.

PIÁ, Joinville (SC)

Luiz Henrique Pereira Nascimento — filósofo, ativista, professor e artista — dedicou três anos ao estudo da pixação e lançou o livro PIXAÇÃO: A arte em cima do muro (2015), no qual aborda profundamente essa forma de arte marginalizada feito pelos pichadores, desertores da estética artística tradicional.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

O que é Poesia? Uma leitura de Afrânio Coutinho

Ninguém manda no meu poema
Afrânio Coutinho passou anos a facilitar o entendimento dos gêneros literários. Esta dedicação científica-literária pode ser acessada em sua obra mais conhecida, Notas da Teoria Literária (1976).

Neste texto, faço um recorte do que ele define POESIA. Separei em duas partes: a lírica. a forma e a expressão.

Lirismo

A poesia, em sua essência, é uma forma literária que busca expressar sentimentos, geralmente por meio de versos ritmados e organizados. Em suas origens, a poesia era cantada, daí o termo "lirismo", que vem justamente da lira, instrumento musical utilizado pelos gregos na declamação de versos. 

Assim, desde o início, o ritmo e a emoção foram pilares fundamentais da tão consagrada poesia.

sábado, 27 de abril de 2024

American Haiku: Jack Kerouac e o haicai da Quinta Avenida


Acreditando que as linguagens orientais não poderiam se adaptar à linguagem do ocidente, o escritor norte-americano Jack Kerouac propôs o American haiku dentro da sua bagagem literária.

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Junot Díaz e a fantástica família dominicana

A fantástica vida breve de Oscar Wao (2007), escrito por Junot Díaz, é um romance que mistura tragédia e humor para contar uma história profundamente enraizada na experiência latino-americana. Embora o autor seja dominicano-americano, a narrativa atravessa as fronteiras do Caribe para tocar em temas universais — sobretudo o tal sonho americano.

Díaz também aborda as marcas deixadas pela ditadura de Trujillo na República Dominicana, as influências da vizinha Cuba, a violência, o machismo e a pobreza — tudo isso sem perder o tom sarcástico.

A capital Santo Domingo (Ronald Vargas | Unsplash)

sábado, 4 de maio de 2024

Notas sobre "As Portas da Percepção" e "Céu e Inferno" (Aldous Huxley)


As Portas da Percepção" e "Céu e Inferno" são dois ensaios publicados pelo escritor britânico Aldous Huxley na década de 50. Versados com a consciência sob efeito da mescalina, Huxley expõe sua percepção sobre os mais variados temas que envolvem a nossa existência.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Notas sobre a não-linguagem artística (João Francisco Duarte Jr.)

O professor João Francisco Duarte Júnior tem em seu currículo a Psicologia, mas dedicou-se à Arte-educação e à Filosofia da Educação para preencher as lacunas científicas do Brasil quanto ao tema quase inexplorado na década de 80. Por que arte-educação? (1983) é um livro do século passado que ainda traz à tona tanto a questão curricular como visão popular da arte. 

Duarte Júnior vai então adotar uma abordagem reflexiva contínua, a posição da arte na escola, a formação docente e a própria essência da arte. Para valorizar e ensinar de forma eficaz, é importante ir além de definições superficiais e abraçar sua complexidade. E é isso que Duarte Júnior propõe neste livro breve, didático e provocativo

sábado, 22 de junho de 2024

Álvaro de Campos, um outro poeta português

Fernando Pessoa disse ter depositado em Álvaro de Campos toda a emoção que não cabia em si mesmo ou na vida. Essa afirmação revela a natureza singular desse heterônimo, que se torna um receptáculo das emoções mais íntimas do poeta. 

A lírica de Campos é carregada de modernidade, rompendo com as rimas tradicionais e abraçando a liberdade formal. É a expressão de um poeta-engenheiro em busca de fuga, sedento por liberdade na Lisboa em plena expansão dos anos 30.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Tristessa: amar também é para os beats (Kerouac)

Aquiles Carattino | Unsplash

Eu poderia, com toda a minha experiência literária e de vida em frustrações amorosas, dizer que esta foi uma paixão de cinema. Feroz, quente, carnal e frustrante. Quando Jack Kerouac se apaixonou por Tristessa, era certo que - não daria certo - seria uma paixão de tirar o fôlego até o fim.

Foi na Cidade do México que tudo começou. Bebidas, saco de dormir, dores e Tristessa. Tristessa foi uma prostituta mexicana viciada em morfina, com quem Karouac se relacionou na década de 50.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

William Wordsworth: uma ode à natureza

Alvan Fisher (1792-1863)- Pastoral Landscape (Paisagem Pastoril) 

O campo é a paisagem preferida para muitos poetas românticos, que agoniados com ar citadino, vão à relva procurar abrigo para a alma.

William Wordsworth compõe este quadro romanesco de escritores que expressaram um certo fascínio pela natureza. Wordsworth nasceu em 7 de abril de 1770, na cidade inglesa de Cockermouth. A poesia wordsworthiana é construída de forma simples. Sendo um poeta visual, contempla as descrições de espaço, e simples de linguagem, atento não às construções de floreios metafóricos que carregam o romantismo classicista, mas sim às descrições de paisagens e de sentimentos, de forma clara, coloquializada, penetrando literariamente na consciência do leitor.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

A floresta sombria na mente de Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe é o mestre do suspense e da melancolia. Sendo capaz, se a sua insanidade permitir, de invadir seus sonhos com narrativas sombrias, onde paredes escondem segredos terríveis e corvos ganham um ar assassino. Na edição Poe: poemas e ensaios (1999) da Editora Globo, os poemas e ensaios são reunidos para explorar os aspectos mais melancólicos de sua obra, sem abandonar o estilo mórbido que marcou sua trajetória.

sexta-feira, 11 de abril de 2025

A angústia cotidiana em "Os Ratos" (Dyonélio Machado)

Publicado em 1935, Os Ratos, de Dyonélio Machado, é um romance que mergulha na ansiedade de um homem comum diante de uma dívida aparentemente banal, mas devastadora. O protagonista, Naziazeno, representa o cidadão urbano sem privilégios, esmagado pelo sistema e pela obrigação de pagar o leiteiro.